 |
|
|
Amado Usado

Amado nunca foi uma das pessoas mais queridas no seu meio social. Desde os tempos de colégio, nunca teve um grupo fixo de amigos. Sair para festar, definitivamente não era com ele! Sempre preferiu ficar em casa com livros, computador e videogame. Era conhecido como “Amado Tapado”. Amado mesmo, só pelos pais e pela avó, que o considerava o orgulho da família.
Na faculdade, decidiu mudar seu status social. Essa era a época para que ele aproveitasse o momento e fizesse amigos para o resto da vida. Entretanto, seu plano não funcionou muito bem. A tormenta do colegial havia passado, mas ele ainda era “Amado Tapado”, ou ainda “Lesado” ou “Capado”.
A sorte de Amado estava para mudar: na primeira festa da turma, envolveu-se com a organização, contando com que isso melhorasse sua popularidade. Contra a vontade da família, disponibilizou sua própria casa, montou seu aparelho de som, gravou CDs e comprou os mais diversos tipos de bebida alcoólica.
A festa foi um sucesso: todos se divertiram e beberam livremente, assim como Amado. Nem o mais fascinante de seus sonhos poderia ser melhor: arrasou na pista de dança (Amado Animado), virou várias doses (Amado Embriagado), fez vários amigos (Amado Empolgado), ouviu as mais secretas confissões de meninas que atingiram o grau etílico da sinceridade (Amado Aliado) e ficou com a maioria daquelas que não sabiam o que estavam fazendo (Amado Tarado).
No fim da festa, foi ele quem limpou toda a sujeira do local e levou boa parte dos seus novos amigos para casa. Enfrentou os pais no dia seguinte por causa da bagunça e da música alta. Deu trabalho, mas sabia que valeria a pena. Mal conseguiu dormir naquela noite, imaginando que viraria “Amado Idolatrado”.
Nos corredores da faculdade, os membros da festa estavam indiferentes. Parecia que a noite anterior fora um sonho, vivido apenas por ele. Deixou os adjetivos da noite anterior para voltar a ser “Amado Lesado”, “Capado” e “Tapado”. Agora, nem para sua família era “Amado Amado”.
Escrito por Luciana às 20h40
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Não seja esperto, seja fã!

No tão aguardado filme dos Simpsons que estréia amanhã, a família amarela de Springfield já deixa a sua primeira alfinetada nos minutos iniciais: Homer Simpson aponta para a tela e diz “Não acredito que estamos pagando para assistir a algo que poderíamos ver de graça na TV! Todo mundo nesse cinema é otário! Especialmente você!”. E não pára por aí! O longa conta com a tão conhecida vinheta do seriado, iniciada com Bart escrevendo repetidas vezes no quadro negro: “Eu não vou baixar ilegalmente este filme”.
Essa moda de baixar filmes começou com o pessoal que contrabandeava uma filmadora para dentro do cinema, filmava o telão projetado e depois liberava em sites para quem quisesse assistir. Mas a pirataria só cresceu mesmo quando aportou no território tupiniquim. Claro que os brasileiros, espertos como só nós, não iríamos ficar para trás. Hoje contamos com a colaboração de conterrâneos que vivem na terra do Tio Sam e já facilitam o trabalho: mandam os filmes com legenda e qualidade de DVD.
Nem vou desdobrar a questão de pirataria alimentando o tráfico, pois isso você já está cansado de ver em campanhas e noticiários. Mas, será que esse pessoal não percebe o quanto esse esqueminha prejudica a indústria cinematográfica que eles tanto “amam”? Nos Estados Unidos o efeito nem é percebido, pois a maioria das pessoas que assistem aos filmes piratas, também vai para as filas de cinema – cada vez mais populares por lá.
No Brasil o problema é maior. Além de o número de “cyberpiratas” ser bem maior do que lá, o pessoal é esperto demais para se locomover, enfrentar fila e pagar para ver algo que consegue de graça. Por isso nossos cinemas estão cada vez mais vazios e elitistas. As distribuidoras já deixam de mandar filmes para alguns lugares por falta de demanda.
A mensagem da família Simpson e da Fox Filmes é clara: quem é fã mesmo, espera para assistir no cinema. Quem é esperto assiste em casa, de graça, na frente do PC. Quem é fã e realmente gosta de cinema, enfrenta fila, pega aquele balde de pipoca e se diverte naquela sala escura com a grande tela.
Escrito por Luciana às 21h09
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Educação é sinônimo de disciplina?

O comportamento da maioria das crianças brasileiras causa espanto naqueles que foram criados sob regras mais rígidas. O que muitos pais, pedagogos e psicólogos consideram uma prática comum de “espontaneidade” nada mais é do que má educação. Um exemplo desta divergência de pensamento é a medida tomada pelo Colégio Evangélico de Jaraguá do Sul, que decidiu cobrar uma multa de R$ 0,10 por cada palavrão proferido pelos alunos. Profissionais de todo o país discutem o tema, que vai muito além da sala de aula.
Há alguns anos, os psicólogos e pedagogos travaram uma batalha para repreender os pais que recorriam aos antiquados “tapinhas”. Mostraram que punições simbólicas causam mais efeito na educação dos pequenos. Uma pena que tanta simbologia ainda não foi desmistificada aos educadores – o que inclui professores e pais. O efeito disso é percebido nas crianças de hoje, que vivem em plena liberdade para dizerem a que vieram – não economizando seu vocabulário para tanto.
No caso do colégio de Jaraguá, aqueles que se dizem contra a prática defendem que os principais afetados são os pais que, indiretamente, pagam pela multa de seus rebentos. Existe coerência nisso, afinal, aquela justificativa de professores que dizem que “educação vem de casa” ainda se firma como verdade. Os primeiros a moldarem o vocabulário das crianças são os pais. Cabe a eles a função de filtrar o que o filho deve ouvir e, conseqüentemente, reproduzir em outros ambientes.
Tanta contradição nos métodos educacionais se reflete na sociedade de maneira geral. Esta nova geração pode sair prejudicada pela insegurança dos adultos em educá-las. Foram-se os tapas, as moedas de R$ 0,10 e ainda permanecem os mesmos impasses na educação.
Escrito por Luciana às 21h02
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
"Atualizar"
Bem-vindo ao Aperte F5. Este é um blog desenvolvido especialmente para cumprir uma função semelhante à desse botão ali no alto do seu teclado. Claro que aqui você encontra uma característica extra: atualidades acompanhadas de opinião! Ou, por acaso, alguém achou que eu iria me abster de dar pitaco no que acontece por aí?
Então, já sabe: sempre que precisar se atualizar, aperte F5!
Escrito por Luciana às 20h50
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |